Até um conhecido empecilho de La Plata não parecia incomodar a seleção brasileira. O gramado local continuava ruim, assim como na estreia contra a Venezuela. Desta vez, no entanto, o Brasil conseguia trocar passes com velocidade, sem se importar em soltar areia do campo a cada dividida mais ríspida.
Ao Paraguai, que tinha a sua saída de bola pressionada pelos atacantes brasileiros, restava apostar nos contra-ataques. A torcida argentina até tentou incentivar o time vermelho e azul, exaltando Maradona como "maior do que Pelé", mas o goleiro Júlio César só foi incomodado quando seus defensores estavam desatentos na marcação.A torcida brasileira respondeu, com berros de "pentacampeão", e a equipe amarela começou a criar as suas primeiras chances mais claras de gol. Aos 26 minutos, a zaga paraguaia bobeou, Robinho ficou com a bola e passou para Neymar. O atacante do Santos (que despertava gritos histéricos todas as vezes em que aparecia no jogo) chutou para fora, perto do alvo.
Com agilidade - o meia Paulo Henrique Ganso não tinha o mesmo ritmo dos demais -, o Brasil voltou a assustar o Paraguai no final do primeiro tempo. O lado esquerdo do campo era o caminho mais curto para o gol. Por lá, André Santos bateu falta para Lúcio se esticar e obrigar o goleiro Justo Villar a fazer bela defesa. Depois, aos 39, o lateral recebeu lançamento de Ramires e finalizou por cima da meta.
O Paraguai se esforçou para esfriar o jogo no princípio do segundo tempo. Vaiado, Villar demorou a repor a bola já na primeira defesa que fez. O Brasil não se permitiu influenciar pela postura do adversário. Logo aos três minutos, Neymar foi acionado por Pato, deixou um marcador no chão e concluiu errado. Maicon ficou a com a sobra e bateu em cima da defesa adversária novamente.
Como a estratégia de desacelerar a partida não surtiu efeito, o Paraguai passou a também atacar, sob as orientações do técnico Gerardo Martino. A mudança de estilo abriu mais espaços para o Brasil avançar. Aos 21, até o zagueiro Lúcio se aventurou à frente pela direita, de onde deixou a bola para Ganso chutar no pé da trave, depois de desvio de Villar.
Apesar do bom momento, Mano Menezes decidiu modificar a sua seleção aos 35 minutos. Neymar, que ficou mancando após um lance mais duro, saiu de campo sob vaias para a entrada de Fred. Parte da torcida brasileira reprovou a alteração e chamou o técnico de "burro".
Mas não houve tanto tempo para hostilizar Mano Menezes. Na primeira investida com Fred em campo, Alexandre Pato invadiu a área e arrematou em cima de Villar. O próprio atacante ficou com o rebote, desequilibrado, e cabeceou para fora. O Brasil insistiu até o final do tempo regulamentar de jogo - e o Paraguai também, quando tinha chances para isso -, porém não evitou a prorrogação.
Antes de partida recomeçar, a seleção brasileira se uniu à beira do campo para ouvir as recomendações de Mano. Para quem cobrava mais empenho da equipe, os jogadores voltaram ao jogo com excesso de disposição. O volante Lucas Leiva protagonizou uma confusão com Alcaraz, e os dois acabaram expulsos pelo árbitro argentino Sergio Pezzotta, aos 12 minutos de tempo extra.Com Lucas e Elano nas vagas de Ganso e Pato, o Brasil pressionou o Paraguai durante todo o segundo período de prorrogação. Já não havia mais organização tática. Robinho e seus companheiros apostaram nas jogadas individuais para findar o confronto antes dos pênaltis, o que não foi possível, e ainda expuseram o time às investidas paraguaias.
Nas penalidades, Elano desperdiçou logo a primeira pelo Brasil. Chutou por cima do gol e foi consolado por seus companheiros. Barreto deu sobrevida à seleção de Mano Menezes ao bater para fora, pelo Paraguai, porém Thiago Silva facilitou a defesa de Villar em seguida. André Santos e Fred também isolaram a bola, e Estigarribia e Riveros conferiram para o classificado Paraguai.
BRASIL 0 (0) X (2) 0 PARAGUAI
Local:PÊNALTIS: Erraram Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred (Brasil); Marcaram Estigarribia e Riveros; errou Barreto (Paraguai)
BRASIL: Júlio César; Maicon, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Paulo Henrique Ganso (Lucas); Robinho, Alexandre Pato (Elano) e Neymar (Fred)Técnico: Mano Menezes
PARAGUAI: Villar, Verón, Paulo da Silva, Alcaraz e Torres (Marecos); Vera (Barreto), Riveros, Cáceres e Estigarribia; Valdéz e Lucas Barrios (Perez)Técnico: Gerardo Martino
Fonte:http://www.gazetaesportiva.net/noticia/2011/07/selecao-brasileira/brasil-repete-a-argentina-e-deixa-a-copa-america-nos-penaltis.html
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