sábado, 23 de abril de 2011

Do céu ao inferno: a montanha russa do Serrano

Chandy Teixeira
Publicada em 23/04/2011 às 15:00
Rio de Janeiro (RJ)

O Serrano faz neste domingo, diante do América de Três Rios, o seu último jogo na primeira fase da Série C do Campeonato Carioca. Mesmo conquistando de forma tranquila a classificação antecipada, o Leão da Serra deu mais uma mostra que o futebol é um terreno imprevisível.

No início da competição, a tabela reservava ao Serrano os dois primeiros jogos longes de Petrópolis.As partidas fora de casa poderiam ser prenúncio de um difícil começo para o time petropolitano na sua volta aos torneios profissionais. No entanto, o que era desconfiança, se tornou rapidamente em esperança, depois do Serrano não tomar conhecimento dos adversários e alcançar as duas vitórias. O time empolgava a torcida, que de longe acompanhava os bons resultados da equipe. Os seis pontos conquistados davam aos jogadores a segurança necessária para começar a maratona de jogos dentro do Atílio Marotti.

No primeiro jogo dentro de casa, portões fechados. O Serrano enfrentava o Condor e o vencia por um a zero para um estádio vazio. A equipe chegava aos nove pontos e se aproximava a passos largos da classificação antecipada. Nada parecia ter o poder de criar uma crise dentro do clube. Só parecia.

Faltavam mais três jogos, em casa, e a diretoria conseguia junto à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ), a liberação do Estádio Atílio Marotti para o recebimento de público pagante. Enfim, o torcedor do Serrano poderia voltar a acompanhar os jogos do clube depois de dois anos.

A torcida compareceu e o time não correspondeu. Nos três jogos restantes dentro de casa foram dois empates e uma derrota. Além dos resultados ruins e um fraco aproveitamento de 44% nos jogos dentro do Atílio Marotti, a equipe fazia péssimas apresentações e toda a responsabilidade caia nos ombros do técnico Duílio, que não resistiu à pressão da torcida e diretoria e acabou demitido.

Gilson Maciel foi contratado para apagar o fogo que começava a arder na equipe petropolitana. Diante do Condor, fora de casa, no último domingo, o novo comandante assistiu das arquibancadas a mais um empate da sua equipe, o quarto consecutivo.

Depois de viver esta montanha russa, o time tenta se reestruturar para voltar aos braços da torcida. No domingo, mais uma decisão: o time petropolitano enfrenta o América de Três Rios. Uma vitória daria ao Serrano a liderança do Grupo C e ainda vingaria a única derrota que o clube sofreu nesta primeira fase. O início da segunda fase para o Leão da Serra pode começar com o céu próximo ou o inferno próximo dos pés.

Fonte:http://www.lancenet.com.br/minuto/ceu-inferno-montanha-russa-Serrano_0_467953298.html

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